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MERCADO QUER MAIS AGILIDADE NA DESBUROCRATIZAÇÃO E DESREGULAMENTAÇÃO DA ECONOMIA EM 2020

| Petronotícias

Entra ano e sai ano e percebe-se que o empresariado brasileiro continua a chamar a atenção para os mesmos entraves que jogam o custo de empreender, de produzir, cada vez mais para o alto. O governo do Bolsonaro e as ideias renovadoras do Ministro Paulo Guedes, da Economia, trouxeram ar fresco e aumentaram as expectativas de uma desburocratização e uma desregulamentação que engessam o país. Infelizmente, a classe política parece não querer  acompanhar a modernização e insistem em disputar privilégios para si. Pensam mais neles do que no país.

Um bom exemplo desses valores pode ser encontrado na entrevista com o empresário Márcio Cancelara, Presidente da Projectus, e que já ocupou a vice presidência da Abemi, na gestão de Antônio Muller. Ele participa agora do Projeto Perspectivas 2020.  Como sugestões para um novo ano mais promissor, ele lembra da flexibilização da legislação trabalhista, a desoneração da folha salarial e pede equidade nos projetos realizados por empresas nacionais e internacionais. Veja as suas opiniões:

– Como viu seu setor em 2019?

No segundo semestre e principalmente depois de setembro sentimos um forte aquecimento da demanda por serviços de projeto industrial. O mais importante é que a demanda foi oriunda de vários segmentos econômicos como Papel e Celulose, farmacêutica, Mineração, Alimentos, Química e Petroquímica.

 Muito embora a empresa já estivesse desde 2017 diversificando sua carteira de clientes, é bastante significativo que parte considerável desse aumento de demanda fosse proveniente de consultas de potenciais clientes que não foram prospectados pela empresa.

– Qual a sua expectativa para 2020?

Temos confiança de que, se não houver nenhuma surpresa desagradável na área política, o aquecimento do mercado de Engenharia será consolidado em 2020. Está prevista a retomada de projetos de infraestrutura que permaneceram adormecidos nos últimos anos.

A queda dos juros e a continuidade na proposição de avanços na área econômica e tributária deverão trazer mais confiança a investidores que estiveram retraídos desde 2014. Empresas industriais deverão destravar investimentos sob o risco de perda de fatias de mercado. Nossa opinião é otimista para 2020.

– O que gostaria de sugerir para que seu segmento de negócios fosse mais ativo?

– Legislação: Menciono a simplificação tributária que obriga a empresa a custos indiretos altos para manutenção de pessoal nas áreas fiscal, financeira, legal etc. Da mesma forma a flexibilização da legislação trabalhista em nosso entendimento poderia resultar no aumento de emprego com carteira assinada. Já demos alguns passos, mas é preciso equiparar a legislação a países como Coreia do Sul, Estados Unidos e outros.

 – Desoneração da folha: Há empresas cuja atividade principal se enquadra no benefício da desoneração da folha de pagamentos. Estas empresas muitas vezes competem também no setor de Engenharia, levando o benefício da desoneração às licitações de projeto. Como as empresas de Engenharia não tem o benefício há um nefasto desnivelamento da competitividade devido a essa distorção. A solução seria eliminar a desoneração ou atribuí-la também às empresas de Engenharia.

 – Projetos executados no exterior: Constatou-se que há vários empreendimentos cujo projeto é executado no exterior sem que a empresa estrangeira possuísse filial no Brasil nem registro na entidade profissional, dificultando a aferição pelo CREA da responsabilidade técnica pelos serviços de Engenharia. A fiscalização do CREA deveria ser mais atuante em empreendimentos cujo projeto estiver sendo desenvolvido no exterior.

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